Obra do molhe de Pontal do Paraná alcança 99%

Foto Roberto Dziura Jr/AEN

A obra de requalificação dos molhes e guia corrente do balneário de Pontal do Sul, em Pontal do Paraná, alcançou 99% de conclusão. O equipamento, localizado na desembocadura do Canal Artificial do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), será finalizado nos próximos dias, com a instalação dos bancos para descanso.

O projeto contou com investimento do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), de R$ 9,4 milhões. A contrapartida municipal é de R$ 496 mil. O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Sedest, é responsável pelo acompanhamento das obras.

A estrutura possui um papel importante no desassoreamento do canal e no benefício da navegação na região, tornando o fluxo de barcos mais seguro e melhorando o acesso de turistas a locais como a Ilha do Mel, em Paranaguá.

Entre outras ações, o projeto incluiu nova cota de coroamento para evitar galgamentos (quando a água do rio invade a estrutura de contenção), ampliação da largura para passagem de maquinário, ajuste dos taludes, alteração no comprimento e implementação de headland. No processo, foram aplicados 40.399,49 metros cúbicos de pedras, o equivalente a 60.599,235 toneladas transportadas por 2.395 caminhões.

A proposta contemplou, ainda, a instalação de sinalização náutica e a construção de uma passarela de 150 metros sobre o molhe.

“Essas obras são fundamentais para conter a erosão naquela área. Vão garantir também, aliado às estruturas que protegem a orla de Pontal do Paraná, o funcionamento do novo sistema de drenagem da região”, explicou o diretor em exercício de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do Instituto Água e Terra, Roberto Machado Correa.

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

BENEFÍCIOS – Junto das melhorias nas áreas de contenção da erosão e drenagem, as obras propiciam outros benefícios ambientais para a região. A estrutura melhora, por exemplo, a dispersão da água do canal para o mar aberto, reduzindo a concentração de poluentes oriundos da drenagem urbana que atualmente se acumulam perto da costa. Além disso, com o maior fluxo e troca de água, há melhor oxigenação, diminui episódios de eutrofização (enriquecimento excessivo de corpos d’água com nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo).

As intervenções também poderão aprimorar os habitats marinhos da região. As pedras do molhe funcionam como recifes artificiais, oferecendo abrigo para diversas espécies de invertebrados e, com a fixação de algas e organismos filtradores, há incremento da base alimentar na localidade. A maior disponibilidade de alimento e refúgio atrai peixes residentes e migratórios, aumentando assim a diversidade e biomassa local, ampliando a biodiversidade costeira.

Mesmo sem estar completa, a estrutura já caiu nas graças da população. A catarinense Maria Rosa da Costa, mais conhecida como Doca, está há 60 anos no Paraná. Ela destaca o impacto da obra na economia local, especialmente com o desenvolvimento do turismo. “Somos de uma família de pescadores, com uma banca de peixes que funciona há 44 anos em Pontal. Essa obra, e as demais em andamento no Litoral, atraiu muitos turistas. Para nós, que dependemos do turista, é excelente”, afirmou.

A aposentada Lúcia Helena Soares, de Curitiba, é uma visitante. Aproveitou o verão para descansar por alguns dias nos balneários de Pontal de Paraná. Conheceu o molhe e já fez do equipamento um ponto de parada durante as caminhadas na orla. “Que lugar maravilhoso, muito lindo. Pessoal tem de conhecer essa estrutura maravilhosa à disposição da população. O turismo do Paraná ficou mais valorizado, tenho certeza”, disse.

Fonte: AEN
Foto 1: Roberto Dziura Jr/AEN
Foto 2: Denis Ferreira Netto/SEDEST