Monitoramento ambiental garante requalificação da orla de Pontal do Paraná

Paralelamente aos trabalhos de requalificação da orla de Pontal do Paraná, no Litoral, o Instituto Água e Terra (IAT) deu início ao monitoramento e acompanhamento ambiental da obra, que alcançou 10% de execução em janeiro. O pacote inclui intervenções sobre a faixa de restinga, com foco no manejo controlado da vegetação e na proteção da fauna associada ao ecossistema em uma área de 22 mil metros quadrados, seguindo as condicionantes estabelecidas no processo de licenciamento.

Ao final da reestruturação, com estimativa para ocorrer ainda em 2026, está prevista a recuperação ambiental de uma área total de 44.358 metros quadrados, o dobro do espaço que será impactado. Entre as ações estão o enriquecimento da flora com o plantio de espécies nativas; remoção ou controle de exóticas; e a gestão da fauna silvestre.

Iniciada em julho do ano passado, a primeira fase da intervenção urbana prevê a revitalização de 3,66 quilômetros de extensão entre os balneários de Monções e Canoas. A execução é do Consórcio Orla de Pontal, vencedor da licitação, realizada pela modalidade menor preço. O investimento é de R$ 34,5 milhões. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Engenheiro civil da Diretoria de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, Roberto Machado Corrêa explica que, neste momento, o manejo da vegetação se dá com o inventário de árvores isoladas e mapeamento prévio da restinga. Uma equipe técnica multidisciplinar formada por sete profissionais, entre biólogos, engenheiros ambientais e florestais, acompanha todas as frentes de trabalho.

Entre as tarefas em andamento estão o controle das áreas de intervenção e o resgate e a captura de animais eventualmente encontrados na região – indivíduos que são encaminhados para locais seguros, afastados do trecho em obras, onde ocorre a soltura.

De acordo com o inventário e o mapeamento realizados, a intervenção abrange uma área total de 22.179 metros quadrados de vegetação. O levantamento florístico apontou que 67% da vegetação presente no trecho é composta por espécies exóticas e apenas 33% por espécies nativas.

“O monitoramento ambiental ocorre de forma contínua ao longo de todas as fases da obra. O acompanhamento acontece especialmente nas etapas em que há intervenção sobre a vegetação de restinga, com controle rigoroso do que foi licenciado e a definição das compensações ambientais, além das ações de resgate e soltura da fauna local”, afirma o engenheiro.

“Existe uma equipe que acompanha permanentemente a execução dos serviços, realizando o resgate dos animais encontrados e a soltura em locais adequados, de forma a minimizar qualquer impacto sobre a flora e a fauna local”, completa.

A revitalização da Orla de Praia de Leste integra uma política pública voltada ao desenvolvimento sustentável do litoral paranaense, conciliando infraestrutura, ordenamento urbano, acessibilidade, recuperação ambiental e melhoria da qualidade de vida da população.

“Uma obra feita com critério, com engenharia, um exemplo de civilidade e de respeito à natureza. Pontal terá bem mais do que a valorização do patrimônio imobiliário. Terá, com essa nova orla, valorização cultural, artística, ambiental, de valorização da vida. Uma praia linda, como Pontal do Paraná merece”, destaca o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

Fonte: IAT
Foto: divulgação IAT